Construindo a Paz
- Pauta Escoteira

- 19 de jul. de 2018
- 2 min de leitura
Atualizado: 8 de set. de 2025

Jovens escoteiros se encontram no Bosque do Diálogo e da Espiritualidade
Um bosque que vai além das árvores: um lugar para cultivar valores. Essa foi a proposta do Bosque do Diálogo, da Religiosidade e da Construção da Paz, uma das atividades mais significativas do Jamboree, que buscou resgatar e valorizar a espiritualidade como caminho para a convivência harmônica entre os jovens. A ideia é simples, mas poderosa: ao invés de falar de paz apenas como um conceito distante, convidar os participantes a viverem, ali mesmo, experiências que despertam a empatia, a compreensão e o respeito mútuo.
Diferente de outras edições, o bosque deste ano trouxe um formato renovado. Sete estações foram cuidadosamente pensadas para provocar reflexões e estimular diálogos sinceros. Cada parada convidava os escoteiros a exercitar a escuta ativa, o autoconhecimento e a aceitação do próximo. No estande de religiões, banners apresentavam tradições e crenças diversas, criando uma oportunidade para que os jovens percebessem não as diferenças como barreiras, mas como pontes de entendimento.
Um espaço para refletir, trocar experiências e aprender que a paz começa no respeito e no diálogo
Na estação Construindo Pontes, a proposta foi justamente essa: conversar, trocar ideias, ouvir sem julgar. Já no espaço Paz para Todos, uma técnica artística surpreendeu: o pontilhismo. Com paciência e cores, os escoteiros deixavam mensagens e símbolos que representavam sua visão de paz. O resultado foi um mural coletivo que, além de bonito, refletia a pluralidade de sentimentos e sonhos presentes no Jamboree.
Para a guia escoteira Paula Sandes de Souza, 16 anos, do Grupo Escoteiro Grande Colorado (37º/DF), a experiência foi transformadora. Em sua primeira participação em um Jamboree, ela explicou:
“Escolhi passar por aqui para encontrar um meio de conhecer melhor a mim mesma e as outras pessoas”, contou enquanto participava da Mandala da Paz, um dos momentos mais simbólicos do bosque.

Já o escoteiro Miguel, de apenas 11 anos, do Grupo Escoteiro Campos das Gerais (163º/MG), também viveu sua estreia no evento e encontrou no espaço uma conexão inesperada com sua vida escolar.
“Aproveitei que minha escola está fazendo um trabalho sobre Espiritualidade e Paz. Estou interessado em como solucionar conflitos e compreender melhor as religiões, suas diferenças e similaridades. Consegui o que queria e estou adorando o Jamboree”, disse, entusiasmado após visitar o Espaço das Religiões.
Mais do que uma atividade programada, o Bosque da Paz se mostrou um convite para olhar o mundo com mais generosidade. Em meio às cores dos lenços, aos sotaques diferentes e ao calor das conversas espontâneas, cada jovem pôde sentir que a paz não é apenas um tema bonito para discursos: é um exercício diário, feito de pequenas atitudes.
No fim, ficou claro que a missão ali era bem maior do que concluir um circuito de bases. Era sobre plantar uma semente que pode — e deve — florescer quando cada escoteiro voltar para casa. Um lembrete de que o verdadeiro legado de um Jamboree não cabe na mochila, mas segue dentro de cada participante: o compromisso de construir um mundo mais pacífico, diverso e solidário.
Por Xyko Ferreira
Publicado em 19 de julho de 2018
Jornal de Campo Canto da Jurema





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