BUSHCRAFT: O QUE É ISSO?
- Pauta Escoteira

- 17 de jul. de 2018
- 2 min de leitura
Atualizado: 8 de set. de 2025

Entre fogo, lama e pontes de macaco, jovens descobrem habilidades que parecem saídas de filmes de aventura.
Já pensou em viver no meio da natureza, usando apenas o que ela oferece para sobreviver? Nada de energia elétrica, internet ou delivery de comida. Só você, o ambiente e um conjunto de técnicas que vão do básico ao avançado para garantir bem-estar, segurança e, claro, um pouco de diversão. Esse é o universo do Bushcraft, também conhecido como Técnicas Mateiras.
Não se trata apenas de “sobreviver no mato”, mas de aprender a conviver com a natureza de forma prática e criativa. Fazer fogo sem isqueiro, construir abrigos com galhos, identificar rastros de animais, pescar, usar ferramentas como facas e machados… tudo isso faz parte dessa arte. E, convenhamos, ter como referência alguém como Bear Grylls, famoso escoteiro-aventureiro da TV, só deixa o tema ainda mais fascinante.

No Jamboree Nacional, essa proposta ganhou vida em um módulo que já virou atração principal. Batizado de Bushcraft, o espaço reúne nada menos que 29 formas diferentes de utilizar recursos naturais combinadas a técnicas escoteiras. Quem comanda a experiência são os chefes Roberto Basso, do GE Xapecó (86º/SC), e Altamiro Vilhena, do GE Murilo Braga (1º/AM), dois entusiastas que transformaram o lugar em um verdadeiro parque de aventuras para escoteiros e seniores.
E se engana quem pensa que a coisa é só teoria. Entre as atividades mais concorridas está a famosa Fogueira Técnica, onde a química se encontra com a prática escoteira. Basta misturar permanganato de potássio com açúcar, socar no pilão e, pronto: as fagulhas surgem como mágica, prontas para incendiar um punhado de palha seca. “Foi uma experiência incrível”, contou o sênior Carlos Miguel, do GE Fênix (240º/RS), que participa de seu primeiro Jamboree.

O encantamento não ficou restrito às chamas. As escoteiras Giovanna e Pietra, do GE São Paulo (1º/SP), também estreantes, se aventuraram na construção das torres de observação ligadas por uma clássica Ponte dos Macacos. Ao chegar ao topo, Giovanna não escondeu o entusiasmo: “A torre de observação existe!”, exclamou, rindo, como se tivesse acabado de descobrir um segredo guardado pela selva.
Por todo o módulo, o que não falta é empolgação. Tem quem se jogue na Pista de Progressão na Lama, onde cada passo é um desafio escorregadio; quem teste a destreza nos Dedos Poderosos, usando apenas uma serra de cordão; e ainda os que se arriscam a se orientar pela Bússola Mateira, testando a habilidade de encontrar caminhos sem a ajuda do GPS.
No fim das contas, o Bushcraft é mais do que aprender técnicas de sobrevivência: é sobre testar limites, superar medos e, principalmente, redescobrir a simplicidade de estar na natureza. Entre gargalhadas enlameadas, fagulhas de fogo improvisado e torres que desafiam a gravidade, o que os jovens levam na bagagem são histórias para contar, e a sensação de que, sim, estão preparados para qualquer aventura.
Por Xyko Ferreira
Publicado em 17 de julho de 2018
Jornal de Campo Canto da Jurema





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