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Grande Jogo Regional 2026: Tá na nossa identidade

  • Foto do escritor: Pauta Escoteira
    Pauta Escoteira
  • 29 de abr.
  • 4 min de leitura


Grande Jogo 2026 reúne 4 mil participantes e reforça o escotismo na prática

O domingo começou com passos apressados e terminou em histórias para contar. No dia 26 de abril, o Aterro do Flamengo recebeu mais de 4 mil participantes no Grande Jogo Escoteiro Regional 2026. O evento reuniu cerca de 3,2 mil jovens e 1,1 mil adultos, de aproximadamente 110 grupos escoteiros do estado do Rio de Janeiro, em uma mobilização que transformou o parque em um grande campo de experiências, desafios e convivência. A edição também marcou a estreia do Ramo Filhotes, voltado a crianças de 5 e 6 anos, que participaram pela primeira vez da atividade.


Movimento desde cedo

A ocupação do espaço começou ainda pela manhã. Mochilas nas costas, lenços no pescoço e organização por equipes marcaram a chegada dos grupos. O evento também simbolizou o retorno à Semana Escoteira, retomando uma tradição relevante no calendário do escotismo no Rio de Janeiro.


Aprendizado na prática

A dinâmica foi simples no formato e exigente na execução. Bases de atividades distribuídas pelo parque propuseram desafios contínuos. Mais do que técnica, os participantes precisaram exercitar escuta, tomada de decisão coletiva e adaptação. Nem sempre o caminho era claro, seguir em frente fazia parte do processo.

Para o diretor técnico da Região Escoteira do Rio de Janeiro, Henry Touchon de Freitas, a edição trouxe avanços importantes na experiência oferecida aos participantes. “Um dos principais diferenciais desta edição foi o novo local, mais plano, gramado e com áreas de sombra, o que favoreceu a dinâmica das atividades. Também contamos com reforço no policiamento, por conta da proximidade com a praia. Esse conjunto contribui para uma experiência mais segura e confortável, permitindo que os jovens aproveitem melhor o programa educativo.”


Estreia dos Filhotes

A principal novidade desta edição foi a participação do Ramo Filhotes, com crianças de 5 e 6 anos. A inclusão ampliou o alcance da atividade e trouxe um novo ritmo às dinâmicas.

“Este é o primeiro Grande Jogo com a participação de oito ninhadas no Rio de Janeiro, o que representa um salto importante para o ramo. Fizemos adaptações por conta da faixa etária, mas a atividade ocorreu dentro do planejado”, afirmou o Coordenador do Ramo Filhotes, Geraldo D’Anil.

Para os adultos, a estreia tem caráter simbólico, ao reforçar a base do movimento. “A alegria e o envolvimento mostram que estamos no caminho certo”, completou.

A adaptação pedagógica foi um dos principais desafios. “É preciso garantir que o ramo filhote seja educativo, sem cair apenas no recreativo”, explicou a coordenadora adjunta do Ramo, Aline Conde. Segundo ela, as atividades foram ajustadas com tarefas curtas e ritmo flexível, respeitando o tempo de cada criança.

A logística também exigiu planejamento específico. “Cada grupo avança em um ritmo diferente, o que demanda estações disponíveis e organização para evitar filas, além de horários distintos dos ramos maiores”, disse. Questões de infraestrutura também foram consideradas. “Buscamos alternativas para atender as crianças, com apoio das famílias”, afirmou. A participação do ramo já havia sido testada em uma experiência piloto no ano anterior. “Neste ano, a integração foi oficial e a avaliação foi muito positiva”, concluiu.


Reafirmação de identidade

A edição de 2026 ocorre em um contexto de fortalecimento do método escoteiro. A proposta é tornar mais intencional a vivência de princípios já conhecidos. Aprender fazendo, atuar em equipe e contribuir para a transformação social passam a ser experimentados de forma concreta.

No Rio de Janeiro, essa prática tem histórico. O estado teve papel relevante na consolidação do escotismo no país. Essa herança aparece no comportamento dos grupos, com jovens assumindo protagonismo e adultos atuando como facilitadores.


Educação além da sala de aula

O Grande Jogo traduz, na prática, conceitos da educação não formal. Cada atividade funciona como um ambiente de aprendizagem. Não há provas ou avaliações tradicionais, o desenvolvimento acontece na ação.

Na organização, a divisão de responsabilidades foi um dos pontos-chave para equilibrar logística, segurança e proposta pedagógica. “A organização se estrutura por divisão de responsabilidades. Neste ano, fiquei à frente do apoio ao programa educativo dos ramos Filhotes e Lobinho. O escotista Arilson de Oliveira Silva coordenou as atividades dos ramos Escoteiro, Sênior e Pioneiro, enquanto o diretor presidente da Região Escoteira do Rio de Janeiro Ednilson Régis conduziu a parte de infraestrutura com a equipe do escritório regional. Essa divisão garante que cada área funcione com qualidade, sem perder o foco educativo”, explicou Henry

Os impactos são diretos. Jovens trabalham autonomia, liderança e cooperação. Aprendem a lidar com frustrações e diferenças. Adultos voluntários também evoluem, principalmente em habilidades de escuta, mediação e organização.


Encontros e convivência

Ao longo do dia, o Aterro se transformou em espaço de convivência. Reencontros, formação de novas equipes e experiências compartilhadas marcaram o evento. Pequenas cenas resumiram o espírito da atividade, como o apoio entre participantes, a orientação dos chefes e as comemorações ao fim de cada desafio.



Encerramento e continuidade

No fim da tarde, o ritmo diminuiu. O cansaço físico apareceu, acompanhado de relatos e trocas entre os participantes. O espaço foi sendo desocupado gradualmente.

A experiência, no entanto, não se encerra ali. O Grande Jogo Escoteiro Regional se mantém como a principal atividade do escotismo fluminense. Mais do que números, o evento se consolida pela capacidade de transformar princípios em vivência concreta.

“Ao mesmo tempo, buscamos ouvir os participantes nas avaliações das edições anteriores. Isso nos ajuda a ajustar as atividades e manter o evento conectado às expectativas da juventude atual”, destacou Henry.

O que fica é o aprendizado levado para além de um único dia, uma vivência que reforça, na prática, a identidade do movimento escoteiro.


Xyko Ferreira - Repórter da Pauta Escoteira 

Publicado em 29/04/2026 - 21:55

Rio de Janeiro

2 comentários

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tá na nossa identidade!!

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Parabéns pela matéria. Adorei.

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