BP NO JAMBOREE?
- Pauta Escoteira

- 15 de jan. de 2015
- 2 min de leitura

Coincidência ou encarnação do fundador?
Há quem diga, com um sorriso no rosto e um certo ar de mistério, que Baden-Powell resolveu dar uma passadinha pelo 7º Jamboree Nacional Escoteiro. Claro, não falamos de fantasmas, aparições ou viagens no tempo. Mas é impossível não se impressionar com a semelhança física entre o fundador do Movimento Escoteiro e o Chefe Alceu Verjas, do Grupo Escoteiro Kuikuro (319º/SP).
Sim, você não leu errado: o homem que circula pelo campo com um olhar simpático e sempre disposto a uma boa conversa é praticamente a cara de BP. A ponto de deixar escoteiros, chefes e até visitantes de queixo caído. A coincidência é tão grande que até quem nunca parou para pensar em como seria ver o fundador do Escotismo de perto acaba, inevitavelmente, comparando.
Segundo conta o próprio Verjas, essa semelhança já lhe rendeu situações pra lá de curiosas. Ele lembra de um episódio marcante, quando levou alguns índios do Xingu para conhecer a sede do seu grupo escoteiro. Na parede, uma grande pintura de Baden-Powell chamava a atenção. Ao observarem o quadro e olharem para o chefe, os visitantes não tiveram dúvidas: apontavam para a imagem e, em seguida, para ele, rindo e acenando como se o fundador estivesse diante deles em carne e osso.
“Eu dizia que não era eu, mas eles não acreditavam”, relembra Verjas, entre risos. A insistência foi tamanha que, por alguns minutos, parecia impossível convencê-los de que aquilo era apenas uma coincidência – ainda que extremamente curiosa.

E não é só com os índios do Xingu que isso acontece. No Jamboree, os comentários surgem a todo instante. Jovens passam, olham duas vezes e cochicham entre si: “Não parece o BP?”. Alguns mais ousados até pedem para tirar foto, como se estivessem diante de uma celebridade histórica. E, convenhamos, dá para entender.
Mas para além da aparência, o que chama mesmo a atenção é a simpatia de Verjas. Sempre acessível, ele transforma qualquer conversa em um momento agradável. E quem quiser conhecer de perto essa figura quase lendária não precisa se esforçar muito. Basta dar uma passada na base de Mosaico, no Módulo de Arte e Artesanato, e comprovar por si mesmo se a semelhança é realmente tanta assim.
Aliás, fica até a reflexão: será que essa coincidência não é também um sinal de que o espírito de Baden-Powell continua vivo, circulando entre os jovens, nas barracas e nas atividades do Jamboree? Afinal, mais do que a fisionomia, o que realmente importa é a continuidade do legado deixado por ele há mais de um século.
Seja coincidência, brincadeira ou destino, fato é que o Chefe Verjas acabou ganhando um título carinhoso entre os escoteiros presentes: o “BP brasileiro” do Jamboree. E, convenhamos, não é todo mundo que pode carregar essa honra, ainda mais em um evento que celebra justamente a união, os valores e a história do movimento escoteiro.
Por Xyko Ferreira
Publicado em 15 de janeiro de 2015
Diário do Calango





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